Tinha prometido que retomava os meus escritos neste blog e ainda fiz uma tentativa mas durou pouco tempo... Veremos se desta vez é a sério... E retomo olhando para este meu Campo Grande cada vez mais bonito que os lisboetas aproveitam correndo , passeando os seus cães, ou simplesmente aproveitando o sol ameno deste Outono nos bancos do jardim.
A partir de agora, aqui virei de vez em quando fazer os meus desabafos ou criticar aquilo que me parece menos bem.
Meses depois...
É verdade, muitos meses depois, cá estou a recuperar o meu blog deste Campo Grande (hoje lindo com sol a rodos e já muita gente a aproveitar o calorzinho...) que eu amo e onde vivo há muitos, muitos anos...
Tenho muita coisa para contar, para partilhar convosco, mas para já vou ali e já volto.
Maria
Parece que os dois ultimos filmes portugueses estão a sair-se bem . Os «Maias» do João Botelho já fez mais de 50.000 espectadores e continua de vento em popa. «Os Gatos» do António Pedro Vasconcelos segue caminho idêntico. Fui ver os dois filmes e gostei muito. Alguém disse que o filme do António Pedro «entrava no território da fábula, era um conto de fadas urbano» e assim o entendi também. Gostei desta história contada pelo António Pedro, gostei do trabalho limpo e contido de Maria do Céu Guerra, gostei da «descoberta» do jovem actor , João Jesus. Já li que «Os Gatos» era um filme-telenovela. Seja. A vida que nos obrigam a viver é que é a verdadeira telenovela..
António Pedro Vasconcelos e João Botelho, obrigada!
Ainda bem que o Edson Athayde voltou. E voltou para o lugar onde é o melhor. Publicitário, autor de livros, um criador , regressa ao que melhor sabe fazer: publicidade. Mas não aquela publicidade do «lava mais branco». Desta vez, Edson promete «contar histórias». E explica: «O storytelling já estava presente na comunicação publicitária, a importância do storytelling agora é que é outra. A diferença é que o ser humano exige que essas histórias sejam a ancora do dia a dia.»^Fico à espera, Edson.
Tenho a sorte de viver em frente de um jardim. Falo do jardim do Campo Grande. E mesmo em frente da minha varanda tenho uma árvore onde se escondem pássaros que cantam e gorgeiam horas a fio. Lembrei-me de um poema de Ruy Belo que nos contava de árvores e pássaros e fui à procura dele. Aqui fica: «Os pássaros nascem na ponta das árvores // As árvores que eu vejo em vez de fruto dão pássaros // Os pássaros são o fruto mais vivo das árvores // Os pássaros começam onde as árvores acabam // Os pássaros fazem cantar as árvores. » E mais adiante: « Eu amo as árvores principalmente as que dão pássaros // Quem é que lá os pendura nos ramos? // De quem é a mão a inúmera mão? // Eu passo e muda-se-me o coração.»
Vou à varanda e escuto o gorgeio de um pássaro. Espero pelo cantar da árvore.
Chama-se «A propósito» e é de autoria de António José Teixeira. Vi há dias a conversa que o jornalista teve com o realizador António Pedro de Vasconcelos e gostei muito. Gosto de ambos. Porque são profissionais, porque o APV não vira a cara a nenhuma pergunta por mais dificil que seja a resposta e porque o realizador continua enfrentando o touro (e desculpem lá o fraseado taurino...) arrostando com as consequências... Foi uma bela conversa a daquele sábado, 20 de Setembro.
Apanhei por acaso numa noite de insónia, já passava muito da uma da manhã, e foi com gosto que revi um episódio de «Liberdade 21».
Bem escrita, bem interpretada, com um lote de actores muito bom, aqui está um trabalho que merece ser visto e revisto por quem gosta de boas histórias e boas interpretações.
Anotei alguns nomes: Ana Nave, Albano Jerónimo, António Capelo, Rita Lello, Ivo Canelas e outros.
Não é possível, ó RTP, voltar a transmitir , agora a horas decentes, esta série que não fica a dever nada às séries estrangeiras do mesmo tipo?
E como gostei de rever um dos meus actores preferidos (Ivo Canelas) com aquele ar desprendido e tão natural que parece que não fez mais nada na vida senão «advogar»...
Entre os colunistas que andam aí pela praça há alguns nomes que não perco. Um deles é o Ferreira Fernandes e ainda hoje , na sua coluna do D.N.,
o jornalista descobriu a careca ao político quando este falou da «pipa de massa» que a Europa mandou para Portugal. Ferreira Fernandes lembrou que Barroso tem um projecto e luta por ele, «faz pela vida», comentou. É isso. Durão Barroso até deve ter-se oferecido para trazer na sua pasta os 26 milhões e o seu confrade Passos Coelho deu-lhe de bandeja pulpito e Televisão para o povo ficar eternamente agradecido ao ex- revolucionário dos tempos do PREC. Aliás a frase «uma pipa de massa» deve ter-lhe ficado desses tempos...
Ferreira Fernandes, obrigada pelos seus escritos e que nunca as mãos lhe doam!
Não sei se já rapararam nas muitas horas que as tres estações de Televisão gastam em programas de entertenimento, tipo «Verão Total» ou «A Tarde é sua», sempre com concursos , sempre com as mesmas cantigas, com os apresentadores do costume e com os magotes de espectadores a tentarem aparecer nos ecrans. É falta de imaginação dos produtores ou «para que é havemos de mudar se a receita já vem de longe?»
É uma mulher entre homens. Todos a mandar vir e ela também. Mas a Clara Ferreira Alves é a mais assertiva de todos eles, é ela que dá nome aos bois, é ela que empenha a sua palavra sem medos . Ainda há pouco, no Eixo do Mal que procuro não perder, todas as semanas, a Clara afirmou, sem tibiezas e a propósito do envolvimento de Portugal na vergonha que foi a ultima reunião da CPLP, que se sentia envergonhada pelas tristes figuras que fizeram em Dili o presidente Cavaco Silva e o primeiro ministro Passos Coelho. Bravo, Clara!
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